Porque quando você ama sente necessidade da outra pessoa. Não por dependência, carência e outras ências. Mas porque é bom estar ali, com o corpo junto, coração do lado, ouvindo a respiração. Você se sente em casa.
Clarissa Corrêa.  (via romantizar)
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A escola. A flor. A flor. A escola…
Tudo ia muito bem quando Godofredo entrou na minha aula. Pediu licença e
foi falar com D. Cecília Paim. Só sei que ele apontou a flor no copo. Depois saiu.
Ela olhou para mim com tristeza.
Quando terminou a aula, me chamou.
— Quero falar uma coisa com você, Zezé. Espere um pouco.
Ficou arrumando a bolsa que não acabava mais. Se via que não estava com
vontade nenhuma de me falar e procurava a coragem entre as coisas. Afinal se
decidiu.
— Godofredo me contou uma coisa muito feia de você, Zezé. É verdade?
Balancei a cabeça afirmativamente.
— Da flor? É, sim, senhora.
— Como é que você faz?
— Levanto mais cedo e passo no jardim da casa do Serginho.
Quando o portão está só encostado, eu entro depressa e roubo uma flor. Mas
lá tem tanta que nem faz falta.
— Sim. Mas isso não é direito. Você não deve fazer mais isso. Isso não é um
roubo, mas já é um “furtinho”.
— Não é não, D. Cecília — O mundo não é de Deus? Tudo que tem no
mundo não é de Deus? Então as flores são de Deus também…
Ela ficou espantada com a minha lógica.
— Só assim que eu podia, professora. Lá em casa não tem jardim. Flor custa
dinheiro… E eu não queria que a mesa da senhora ficasse sempre de copo vazio.
Ela engoliu em seco.
— De vez em quando a senhora não me dá dinheiro para comprar um sonho
recheado, não dá?…
— Poderia lhe dar todos os dias. Mas você some…
— Eu não podia aceitar todos os dias…
— Por quê?
— Porque tem outros meninos pobres que também não trazem merenda.
Ela tirou o lenço da bolsa e passou disfarçadamente nos olhos.
— A senhora não vê a Corujinha?
— Quem é a Corujinha?
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— Aquela pretinha do meu tamanho que a mãe enrola o cabelo dela em
coquinhos e amarra com cordão.
— Sei. A Dorotília.
— É, sim, senhora. A Dorotília é mais pobre do que eu. E as outras meninas
não gostam de brincar com ela porque é pretinha e pobre demais. Então ela fica no
canto sempre. Eu divido o sonho que a senhora me dá, com ela.
Dessa vez ela ficou com o lenço parado no nariz muito tempo.
— A senhora de vez em quando, em vez de dar para mim, podia dar para ela.
A mãe dela lava roupa e tem onze filhos. Todos pequenos ainda. Dindinha, minha
avó, todo sábado dá um pouco de feijão e de arroz para ajudar eles. E eu divido o
meu sonho porque Mamãe ensinou que a gente deve dividir a pobreza da gente com
quem é ainda mais pobre.
As lágrimas estavam descendo.
— Eu não queria fazer a senhora chorar. Eu prometo que não roubo mais
flores e vou ser cada vez mais um aluno aplicado.
— Não é isso, Zezé. Venha cá. Pegou as minhas mãos entre as dela.
— Você vai prometer uma coisa, porque você tem um coração maravilhoso,
Zezé.
— Eu prometo, mas não quero enganar a senhora. Eu não tenho um coração
maravilhoso. A senhora diz isso porque não me conhece em casa.
— Não tem importância. Pra mim você tem. De agora em diante não quero
que você me traga mais flores. Só se você ganhar alguma. Você promete?
— Prometo, sim senhora. E o copo? Vai ficar sempre vazio?
— Nunca esse copo vai ficar vazio. Quando eu olhar para ele vou sempre
enxergar a flor mais linda do mundo. E vou pensar: quem me deu essa flor foi o
meu melhor aluno. Está bem?
Agora ela ria. Soltou minhas mãos e falou com doçura.
— Agora pode ir, coração de ouro…
O Meu pé de Laranja Lima - José Mauro de Vasconcelos  (via pertodocoracaoselvagem)
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embora eu tenha vontade de ir logo, saiba meu amor, tenho uma vontade bem grande também de ser eterno. me faz eterno? me olha no olho, sorri pra mim e me deixa entrar nesse momento tão bonito? eu quero morar pra sempre no seu sorriso, ficar pra sempre nos seus belos olhos e, não me deixa ir não, me deixa em você quando eu partir. não chora, não é pra chorar. partir é uma das coisas que tenho medo, mas vou precisar enfrentar sozinho e se você chorar eu vou perder a coragem. olha, eu vou, mas prometo deixar o melhor de mim com você. sorria meu amor, sorria porque você me ensinou amar de verdade.

Se as pessoas pensassem um pouco mais na morte, não deixariam jamais de dar o telefonema que está faltando. E seriam um pouco mais loucas.
Paulo Coelho.   (via romantizar)

(Source: giu-lianna)

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Que seja doce o dia que eu abrir as janelas e me lembrar de você. Que sejam doces os finais de tardes, inclusive os de segunda-feira - quando começa a contagem regressiva para o final de semana chegar. Que seja doce a espera pelas mensagens, ligações e e-mails bonitinhos. Que seja (mais do que) doce a sua voz ao falar no telefone. Que seja doce o seu cheiro. Que seja doce o seu jeito, seus olhares, seu receio. Que seja doce o seu modo de andar, de sentir, de demonstrar afeto. Que sejam doces suas expressões faciais, até o levantar de sobrancelha. Que seja doce a leveza que eu sentirei ao seu lado. Que seja doce a ausência do meu medo. Que seja doce o seu abraço. Que seja doce o modo como você irá segurar na minha mão. Que seja doce esse amor!
Caio Fernando Abreu.   (via romantizar)
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(Source: outinsilence)

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@wakawakawe ♥

(Source: my-top-drawer)

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seus olhos já não são só mais seus olhos, são onde eu me perco de tanta doçura. e sua boca, sua boca é onde contém o mais belo sorriso. na verdade, eu me perco todinho em você e no seu abraço que me aquece. garoto, é com você que eu me sinto bem.

De vez em quando erguia os olhos e sorria para mim. Achei estranho porque nunca ninguém sorriu para mim - nunca ninguém sorriu para mim daquele jeito, quero dizer.
Caio Fernando Abreu.   (via eyes-were-heavy)

(Source: quesejadoce-sempre)

(Reblogged from nathamoraex)

PQP

berilis:

Você é bonito demais, e eu perco totalmente a concentração e o rumo da conversa cada vez que olha pra mim. 

(Reblogged from berilis)
Daí penso coisas bobas quando, sentado na janela do ônibus (…) Encosto a cabeça na vidraça, deixo a paisagem correr, e penso demais em você.
Caio Fernando   (via verborragias)

(Source: naoexistevidasemvoce)

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